66ª Assembléia Geral da ONU PDF Imprimir E-mail
Sex, 23 de Setembro de 2011 14:24

Dilma

Ontem, 22/09/2011, a Presidenta da República Dilma Rousseff fez a abertura da 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, parafraseando, em parte, o jargão de Lula: “Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o debate geral”.

A Presidenta não deixou nada a desejar, tanto na representação do Brasil, quanto na representação das mulheres do mundo; em seu discurso também tratou dos problemas entre Palestina e Israel, crise econômica mundial e também criticou intervenções militares internacionais em países em crise.

Mas o que me leva a tratar do assunto não é o conteúdo do discurso de Dilma, mas sim a forma como a Presidenta tem crescido como oradora. Neste pouco tempo de governo ela tem deixado pra traz a imagem de militante política e assumido a posição de estadista, contrariando as previsões dos mais críticos.

Como professor de oratória tenho acompanhado o crescimento da nossa Presidenta com entusiasmo. Analisando a postura dela desde a época como Ministra de Minas e Energia, passando pela Casa-Civil até o início de sua candidatura, enxergava uma pessoa sem carisma, uma profissional técnica de seu assunto, o que não é demérito algum, afinal, a figura pública da época era o então Presidente Lula.

Porém, desde a sua posse, a Presidenta, nesses nove meses de governo tem tido crescimento na sua imagem, deixando a característica de quem se sentia desconfortável frente as câmeras e o público para, enfim, assumir a posição de estadista que precisa se aproximar da população, que necessita se sentir representada e segura nas mãos do seu maior representante.

À nossa Presidenta deixo aqui registrado meu reconhecimento pelo esforço em representar o Brasil na 66ª Assembleia Geral da ONU.